Ministério da Justiça autoriza operação em Mato Grosso para combater atividades ilegais e presença de facção criminosa
O Ministério da Justiça e Segurança Pública aprovou a atuação da Força Nacional de Segurança Pública na Terra Indígena Sararé, localizada em Mato Grosso, durante um período de 180 dias. A decisão foi formalizada através de portaria divulgada nesta quinta-feira (7) no Diário Oficial da União.
A região tem enfrentado pressão crescente de atividades garimpeiras clandestinas, fenômeno que se agravou nos últimos vinte e quatro meses com a atuação de membros vinculados ao Comando Vermelho, organização criminosa que lucra com a exploração mineral ilegal.
As operações de controle e fiscalização implementadas desde março resultaram em perdas financeiras estimadas em R$ 93,3 milhões para os responsáveis pelas práticas ilegais na região.
De acordo com informações do Poder Executivo, foram executadas 1.090 ações coordenadas dentro do território indígena. O território ganhou a triste distinção de apresentar o maior volume de sinalizações relativas a garimpo clandestino em todo o país, conforme dados da Operação Amazônia Nativa (Opan).
Conforme estabelecido no documento oficial, a Funai assumirá as responsabilidades de suporte operacional, incluindo a disponibilização de estrutura física necessária para o funcionamento das equipes envolvidas. A determinação sobre a quantidade de profissionais que serão deslocados para a operação será estabelecida pela gestão da Força Nacional de Segurança Pública, que responde à Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).
A ação será conduzida em cooperação com demais órgãos federais de segurança e com as corporações estaduais de Mato Grosso, integrando-se ao Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas). O instrumento normativo tornou-se efetivo imediatamente após sua publicação oficial.
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