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Justiça determina penhora de bens de empresária bolsonarista que chamou deputado do PT de ‘macaco’

DECISÃO

Justiça determina penhora de bens de empresária bolsonarista que chamou deputado do PT de ‘macaco’

Carta Capital

 

A juíza Fernanda Almeida Coelho, da 20ª Vara Cível de Brasília, determinou a penhora de parte dos bens da empresária Jaqueline Oliveira para garantir o pagamento da indenização no valor de 11 mil reais por injúria racial ao deputado federal Valmir Assunção (PT-BA).

 

Em abril de 2020, a bolsonarista chamou o parlamentar de “macaco” e “nariz de chapoca” em suas redes sociais. As declarações circularam em grupos do WhatsApp após Assunção criticar a decisão da Prefeitura de Itamaraju, no extremo-sul da Bahia, em não aceitar a instalação de 20 leitos de UTI no hospital da cidade durante a pandemia.

 

No despacho, a magistrada considerou que Jaqueline “atingiu a honra e a dignidade” do deputado e fixou a indenização no valor de seis mil reais, a serem corrigidos pela inflação e cobrados juros de 1% desde a data do episódio denunciado. Além disso, determinou que a empresária pague os custos do parlamentar com advogados.

 

“No aspecto subjetivo, deve-se tomar em consideração a situação econômica da parte ré, de modo a que a reparação estabelecida não seja inócua diante da capacidade patrimonial dos envolvidos, nem ainda excessivamente elevada, a ponto de significar a ruína do indenizador ou o enriquecimento indevido do indenizado”, escreveu.

 

O deputado Valmir Assunção comemorou a decisão e afirmou que, em reação ao episódio, apresentou um projeto de lei que enquadra injúria racial em crime hediondo e inafiançável.

 

“Não admito que eu e meu povo sejamos discriminados pela cor da pele, sermos animalizados e desrespeitados. Ela foi condenada por Injúria Racial, mas se trata de racismo, o mesmo que combatemos com altivez todos os dias”, pontuou.

 

Em nota, o diretório do PT na Bahia declarou que a determinação representa uma vitória contra um problema que ainda está tão presente na sociedade. “Não podemos mais tolerar o racismo em nossa sociedade. Que seja sempre feita a justiça e que os responsáveis sejam punidos no rigor da Lei”, afirmou Éden Valadares, dirigente da legenda no estado.

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