O micro-organismo pode causar sintomas graves e é considerado um dos mais letais do mundo todo.
Quando suspendeu a fabricação, a venda e o consumo de 24 produtos da marca Ypê nessa quinta-feira (7), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) levou em conta o alto risco de contaminação pela bactéria Pseudomonas aeruginosa, especialmente para imunossuprimidos. Mas, você sabe que bactéria é essa e o que ela causa?
De acordo com a Parceria Global para Pesquisa e Desenvolvimento de Antibióticos (GPA), ela é conhecida por ser multirresistente a medicamentos e está associada a quase 600 mil mortes por ano, o que a coloca entre os patógenos mais graves e letais em todo o mundo.
"Embora as infecções por P. aeruginosa sejam raras em pessoas saudáveis, representam um sério risco para pacientes vulneráveis e gravemente enfermos, incluindo aqueles com sistema imunológico debilitado, doenças pulmonares graves ou queimaduras traumáticas", aponta a organização.
Por ser altamente versátil e viver no solo e na água, o micro-organismo é capaz de infectar diferentes partes do corpo humano, incluindo pele, ossos, ouvidos, pulmões, via urinária e corrente sanguínea. Os sintomas e os tratamentos variam de acordo com a área infectada.
Conforme a GPA, a P. aeruginosa é naturalmente resistente a antibióticos devido à sua camada externa protetora, que barra a entrada dos remédios na célula bacteriana. Por causa disso, mesmo que os antibióticos consigam penetrar essa camada externa, a bactéria pode bombeá-los de volta para fora.
Além disso, ao longo do tempo e da mutação de genes, o patógeno adquiriu diversos mecanismos de resistência.
A Anvisa apontou a possibilidade de contaminação em 24 produtos da marca Ypê cujos lotes terminam com o número 1. Veja a lista de produtos:

Legenda: Os produtos Ypê contaminados são com lote com final 1.
Foto: Shutterstock/Bill Images.
Em análise das etapas de produção de itens da marca Ypê, a Anvisa identificou risco à segurança sanitária pela possibilidade de contaminação microbiológica, com presença indesejada de bactérias, fungos, leveduras, vírus ou parasitas. Por causa disso, a agência solicitou a suspensão da:
Os itens foram fabricados pela empresa Química Amparo, localizada na cidade de Amparo, no interior de São Paulo.
Em resposta à suspensão, a empresa defendeu a segurança e qualidade de seus produtos e afirmou confiar "plenamente" na reversão da decisão do órgão fiscalizador "no menor prazo possível". A Ypê disse ainda estar mantendo diálogo contínuo e colaborativo com a Anvisa, apresentando informações e evidências técnicas adicionais.
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