A PEC 38/25, que trata da reforma administrativa, foi protocolada na última sexta-feira, 24, na Câmara dos Deputados. O texto, assinado por parlamentares de centro-direita e direita, como Zé Trovão, Fausto Santos Jr, Marcel van Hattem, Neto Carletto e Júlio Lopes, tem como principal articulador o deputado Pedro Paulo, relator da proposta.
A PEC propõe mudanças estruturais em mais de 20 artigos da Constituição, abrangendo gestão de pessoas, governança, controle, remuneração e limites de gastos.
Entre as medidas, limita a 5% o número de cargos comissionados, acaba com a aposentadoria compulsória como sanção a magistrados e proíbe a gestão de honorários de sucumbência de advogados da União por entidades privadas.
O texto também estabelece a criação da Estratégia Nacional de Governo Digital e da Política Nacional de Dados para o Setor Público, obrigando os três Poderes e todas as esferas federativas a adotar padrões de interoperabilidade, segurança cibernética e transparência ativa. Todos os atos administrativos deverão ser rastreáveis e publicados em formato aberto.
Outro ponto central é a avaliação periódica de desempenho dos servidores, que passará a ser obrigatória. O bom desempenho poderá gerar bônus por resultados, limitados a quatro remunerações anuais, desde que respeitados os limites de despesa.
A proposta também endurece as regras para concursos públicos, que precisarão estar vinculados a metas e planejamento estratégico.
PEC da reforma administrativa propõe corte de privilégios, metas de desempenho e modernização do serviço público.(Imagem: Arte Migalhas)
A PEC prevê ainda o fim de benefícios e vantagens consideradas privilégios, como licença-prêmio, férias acima de 30 dias, progressões automáticas por tempo de serviço e pagamentos retroativos.
Além disso, impõe limites para auxílios, vinculando-os à renda do servidor, e determina a padronização salarial entre carreiras.
Na área fiscal, o texto cria limites de crescimento para as despesas primárias dos entes federativos, atrelando o aumento de gastos à inflação e à receita primária ajustada.
Governadores e prefeitos terão 180 dias após a posse para apresentar planos estratégicos de governo com metas publicadas em portais de transparência.
Com 171 assinaturas de apoio, a PEC cumpre o número mínimo necessário para tramitar. O texto agora seguirá para a CCJ, que analisará sua admissibilidade. Se aprovada, será criada uma comissão especial para discutir o mérito antes de seguir ao Plenario da Câmara .
link: https://www.migalhas.com.br/quentes/443082/pec-da-reforma-administrativa-e-protocolada-na-camara-veja-a-integra
A expansão expressiva de Mato Grosso na produção de grãos, que saltou de aproximadamente 66 milhões para mais de 110 milhões de toneladas, resulta...
Pesquisa eleitoral divulgada pela Quaest apresenta panorama diferenciado da corrida senatorial em Mato Grosso, com variações signi...
O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, apresentou nesta terça-feira (25) uma proposta de criação d...
Faça um comentário // Expresse sua opinião...
Veja os últimos Comentários