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Pequenos detalhes/ por Gabriel Novis Neves

Pequenos detalhes/ por Gabriel Novis Neves

Hoje reservei o dia para a releitura de algumas crônicas que ainda não publiquei. São vinte crônicas.

 

O objetivo principal foi corrigir erros gramaticais.

 

Também procurei ter o cuidado de eliminar as repetições e cortar o desnecessário para não incorrer em redundância.

 

É uma tarefa que exige muita atenção, paciência, conhecimento da nossa gramática, e nos leva à exaustão.

 

É o chamado trabalho de formiguinha, que não aparece, no entanto, uma vírgula colocada incorretamente poderá invalidar todo o trabalho de interpretação da crônica.

 

Uma frase mal construída dificulta a leitura, tornando-a desinteressante.

 

E com frequência cometo esse erro, precisando de muita atenção para não repetir esse deslize.

 

Nesse trabalho de releitura, sempre leio em voz alta, pois isso me ajuda a perceber as implicações da pontuação, a compreensão do que se lê e o ritmo da leitura.

 

Eu tenho defeitos de linguagem adquiridos na infância, não chegando, no entanto, a trocar o “l” pelo “r”.

 

Procuro ficar muito atento às concordâncias gramaticais, mas de vez em quando cometo equívocos.

 

Às vezes sou tentado a escrever ignorando os meus próprios erros, mas logo refuto a ideia e peço ajuda à revisão.

 

Quem escreve diariamente sabe que é importante deixar amadurecer um assunto, para só então iniciar a escrever.

 

No desenrolar da escrita muitos atalhos poderão surgir para enriquecer o assunto, mas nunca perdendo o “fio da meada”.

 

Quantos ensinamentos colhemos ao desenvolvermos um texto literário, menos acadêmico e mais coloquial para nós nos comunicarmos!

 

Sendo um homem que vive só, através das minhas crônicas converso com centenas de pessoas, algumas bem longe de mim.

 

Valorizo sempre o trabalho, pois este é o verdadeiro companheiro do homem.

 

Os pequenos detalhes são importantes ao manipularmos o nosso difícil vocabulário de um “idioma único. ”

 

Isso faz a diferença de um bom texto.

 

Conhecer bem a língua portuguesa, prestar muita atenção ao escrever e pesquisar.

 

A dedicação e vocação são necessários para exercer esse trabalho, muito mal remunerado.

 

Hoje quem escreve tem graduação universitária, especialização, mestrado e doutorado, existindo, mas têm os leigos esforçados como eu.

 

Os grandes veículos de comunicação de massa e governos contratam jornalistas e redatores que tenham nível superior.

 

Os outros escrevem livros impressos e entram para as Academias de Letras.

 

Gabriel Novis Neves é médico e  ex-reitor da UFMT 

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