Seremos os maiores exportadores de fezes do mundo para uso de transplantes, segundo os cientistas da universidade federal de Minas Gerais.
Esse estudo foi feito analisando as fezes de brasileiros e a de americanos.
Ficou constatado que as fezes dos brasileiros têm o dobro de uma bactéria que a dos americanos.
São bactérias existentes no trato intestinal que combatem com êxito, em testes experimentais, as bactérias causadoras de doenças intestinais crônicas, infecciosas, inflamatórias.
Será que o pessoal do agronegócio já está construindo armazéns especiais para estocar fezes e transferi-las pelas novas ferrovias das fezes com vagões a baixíssimas temperaturas para o não deterioramento, inicialmente até Belo Horizonte?
Depois, com certeza teremos os navios para enviarem aos outros centros de indústrias farmacêuticas existentes pelo mundo e transformados em medicamentos para transplante de fezes.
Outro problema que deverá ser estudado é em que regiões do Brasil essa coleta será mais produtiva.
Acredito que onde se come mais a produção de fezes será maior.
Já no nordeste brasileiro, periferia das grandes cidades, área rural, moradores de rua, desempregados, subempregados, trabalhadores de um salário mínimo, e pacientes com doenças intestinais, a coleta de fezes será insuficiente.
Como será coletado e transportado esse material até os armazéns especiais para seu armazenamento?
Existem muitos problemas de logística e juristas para serem resolvidos, como o preço do quilo de fezes, que deve ser regulamentado por lei, para posterior aprovação do Congresso Nacional e publicação no Diário Oficial da União.
Esse novo programa ficará subordinado ao Ministério da Agricultura ou Ciência e Tecnologia?
Como se fará a pesagem do material, haverá necessidade de emitir nota fiscal e pagar o carnê leão?
A venda de fezes será individual, por família, edifício, bairro ou cidade.
O comprador paga na hora que pegar as fezes em moeda de que país?
Será que haverá contrabando de fezes ou tráfico internacional, e esse novo negócio irá interessar aos bicheiros e poderá ser negociado na Bolsa de Nova York, Pequim, Nova Zelândia, Tóquio, Londres e Paris, por exemplo?
É seguro investir em fezes, e se quebrar a bolsa de NY as ações das fezes despencam?
É a primeira vez que uma pesquisa científica médica de importância mundial não é realizada por pesquisadores israelenses, e sim de Minas Gerais.
Vamos esperar para ver como fica o transplante de fezes no Brasil, se a ciência nos ajudar.
Gabriel Novis Neves é médico e ex-reitor da UFMT
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