Polícia Civil desarticulou organização criminosa com 24 mandados; contas de laranjas foram bloqueadas em até R$ 300 mil
A Polícia Civil executou na quinta-feira a Operação Sangria, uma ação estratégica para desmantelar uma organização criminosa responsável pelo tráfico e distribuição de entorpecentes em Cuiabá. A operação mobilizou agentes da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), em colaboração com as Delegacias Especializadas em Crimes Fazendários e de Meio Ambiente (Dema).
Foram cumpridas 24 ordens judiciais expedidas pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (Nipo), incluindo 8 mandados de prisão preventiva, 8 de busca e apreensão em residências e 8 bloqueios de contas bancárias, cada um limitado a R$ 300 mil máximo. A investigação, conduzida durante vários meses pela equipe especializada, mapeou completamente a estrutura da quadrilha dedicada ao fornecimento de substâncias ilícitas em múltiplos pontos de venda pelo município.
A perícia de aparelhos celulares apreendidos em operações anteriores forneceu a base fundamental para as apurações. Os dados extraídos revelaram a hierarquia do grupo, permitindo identificar os líderes, distribuidores de drogas, vendedores de rua, responsáveis pelo transporte de cargas e integrantes encarregados da gestão financeira da atividade criminosa.
Os registros analisados indicaram negociações diárias sobre a venda de entorpecentes, reabastecimento dos pontos comerciais, coleta dos valores arrecadados e prestação de contas entre os componentes da organização. Esse panorama revelou uma rede sofisticada de comercialização ilegal, com divisão clara de funções e responsabilidades entre os membros.
Um aspecto crucial revelado pela investigação foi a circulação intensa de dinheiro através de contas bancárias e chaves PIX vinculadas a terceiros, uma tática comum para dissimular a origem criminosa dos recursos e impedir o rastreamento patrimonial. Essa descoberta sustentou o pedido judicial subsequente para o congelamento dos ativos financeiros de todos os investigados.
O termo operacional escolhido, Sangria, faz referência direta à estratégia de enfraquecimento econômico da organização. Paralelo à responsabilização penal dos envolvidos, a operação almeja neutralizar a principal força motriz das atividades criminosas: os recursos financeiros gerados pelo comércio de drogas. O bloqueio das contas bancárias funciona como uma sangria financeira, reduzindo drasticamente a capacidade do grupo para comprar novas remessas de entorpecentes, pagar cúmplices e sustentar a máquina criminosa em operação.
O prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), manifestou forte desaprovação à rejeição da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) pela Câmara Mu...
Mato Grosso alcançou a marca de 2.638.230 eleitores habilitados para participar das Eleições Gerais de 2026, conforme informações divulgadas pelo T...
Conteúdo/ODOC - O senador e líder estadual do PSD, Carlos Fávaro, saiu em defesa do ex-chefe do Executivo municipal de Cuiabá, Ema...
Faça um comentário // Expresse sua opinião...
Veja os últimos Comentários