Investigação resulta em cumprimento de 12 mandados contra rede criminosa que atuava em estabelecimentos comerciais da região
A Polícia Civil executou, na quinta-feira (30 de julho), a operação intitulada Efeito Colateral, destinada a combater organizações criminosas atuantes em crimes patrimoniais nos estabelecimentos comerciais localizados em Várzea Grande.
Com caráter tanto repressivo quanto preventivo, a ação concentrou-se no enfrentamento de furtos qualificados, especialmente aqueles praticados em drogarias e farmácias da região. O principal alvo dos criminosos eram canetas emagrecedoras, produtos de alto valor agregado frequentemente subtraídos destes estabelecimentos.
A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande coordenou a operação, cumprindo 12 mandados judiciais, incluindo prisões preventivas e buscas apreensivas nas residências dos suspeitos envolvidos.
A investigação teve origem em um furto qualificado ocorrido em maio de 2025, quando criminosos quebraram a parede de uma farmácia no centro de Várzea Grande, arrombaram um cofre e subtraíram canetas emagrecedoras. Durante as investigações, a equipe identificou um integrante do grupo e constatou que a mesma quadrilha, composta por mais de dez membros, era responsável por diversos outros furtos em farmácias e drogarias de Várzea Grande e cidades circunvizinhas.
Ações simultâneas nas penitenciárias
Em paralelo, foram executados dois mandados de prisão e dois de busca apreensão na Penitenciária Central do Estado (PCE). As investigações revelaram que um dos líderes da organização criminosa, recluso naquela unidade, coordenava as operações criminosas do lado de fora, além de definir a distribuição dos valores obtidos com os furtos. Os mandados foram cumpridos na cela do investigado, buscando localizar aparelhos celulares que permitissem sua comunicação com integrantes soltos do grupo.
A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis também participou da operação, cumprindo um mandado de prisão e um de busca apreensão contra um dos principais suspeitos recluso na Penitenciária Major PM Eldo Sá Corrêa, conhecida como Mata Grande. Este indivíduo havia sido o primeiro identificado no furto da farmácia ocorrido em 2025. Durante a revista em sua cela, foram apreendidos cinco telefones celulares e 47 porções de entorpecentes.
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