Prefeito de Cuiabá ironiza estratégia de vereadores da oposição e avalia que ataques buscam apenas visibilidade nas redes sociais
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), criticou a postura adotada pelos vereadores que integram a oposição, argumentando que optaram pelo caminho mais simples: fazer críticas ao gestor municipal. Conforme sua avaliação, esses parlamentares teriam deixado de lado o compromisso genuíno com a população.
O chefe do Executivo cuiabano apontou os vereadores Maysa Leão e Daniel Monteiro, ambos pelo Republicanos, como exemplos dessa postura. Contudo, nos últimos dias, Brunini também enfrenta questionamentos de parlamentares que anteriormente faziam parte de sua base de apoio, como Katisucia Mantelli (Podemos) e Michelly Alencar (União).
"Os vereadores da oposição e alguns que começaram a ingressar na oposição agora decidiram que representar a população não é prioridade. Acredito que escolheram optar por um discurso de crítica porque é mais leve e menos trabalhoso", argumentou Brunini.
De acordo com o prefeito, os parlamentares que se opõem ao seu governo continuam tendo acesso ao Palácio Alencastro. Na visão de Brunini, o objetivo dos vereadores ao manter esse discurso crítico é gerar engajamento e repercussão nas plataformas digitais.
"Nenhum deles procurou me procurar pessoalmente. Muitos sabem que minha porta permanece aberta para qualquer parlamentar. Se a Maysa ou o Daniel desejarem conversar comigo, serei receptivo. O fato é que decidiram privilegiar o discurso crítico em detrimento de uma representação efetiva da população", afirmou.
"Penso que esse discurso gera alguma visibilidade para eles nas redes sociais. Não muita, caso contrário seriam mais conhecidos, certo? Mas é a estratégia que resolveram abraçar", completou o prefeito com tom irônico.
Atualmente, o prefeito conta com apenas doze vereadores que integram sua base de apoio na Câmara Municipal. Recentemente, foi registrada uma redução significativa dessa base, com a saída de Alex Rodrigues (Podemos), Dra. Mara (Podemos), Sargento Joelson (Podemos), Eduardo Magalhães (Republicanos), Dilemário Alencar (União), Baixinha Giraldelli (Solidariedade), além de Michelly Alencar e Katisucia Mantelli, que foram removidos de grupos oficiais da base governista.
A fragmentação da base está diretamente ligada à disputa pela presidência da Mesa Diretora da Câmara, que dividiu os vereadores entre aqueles que apoiam Ilde Taques e os que sustentam a candidatura à reeleição de Paula Calil (PL).
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