Deputado petista apresenta bens avaliados em quase R$ 3 milhões, com forte concentração em imóvel residencial no Jardim Cuiabá.
As declarações patrimoniais apresentadas à Justiça Eleitoral pelos candidatos que integram a Federação Brasil da Esperança (PT, PV e PCdoB) para disputar cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso revelam disparidades significativas no volume de recursos e transformações importantes na estrutura dos bens informados.
Entre os nomes avaliados, Valdir Barranco (PT) encabeça a lista com patrimônio declarado de R$ 2.999.937,51. A cifra registrada em 2026 assinala expansão de 666,4% frente aos R$ 391.446,25 informados pelo parlamentar quatro anos antes, em 2022.
Movimento semelhante ocorre com Lúdio Cabral (PT). O acervo patrimonial do deputado cresceu de R$ 244.796,24 em 2022 para R$ 608.706,82 em 2024, quando se candidatou à prefeitura de Cuiabá, atingindo R$ 1.178.661,72 na declaração mais atual. Num intervalo de quatro anos, o crescimento totaliza R$ 933.865,48, representando expansão de aproximadamente 381,6%.
Contudo, ambos os políticos exibem configurações distintas de bens. Para Barranco, a concentração de ativos ocorre primordialmente num único imóvel residencial. O deputado registrou uma casa de alvenaria com financiamento vigente, sita no Jardim Cuiabá, com avaliação de R$ 2.888.462,03.
Completam a declaração uma aplicação de renda fixa de R$ 83.074,48 no Banco do Brasil, um terreno urbano em Várzea Grande orçado em R$ 28,4 mil, além de R$ 1 referente a bens partilhados da conjugalidade.
Em 2022, a mesma propriedade residencial havia recebido avaliação de R$ 284.462,03. Naquele pleito, Barranco também informava lote em Várzea Grande, investimento financeiro de R$ 38.291,35 e titularidade de 12,5% em rebanho de 517 cabeças bovinas herdadas, estimado em R$ 50.492,87.
Lúdio Cabral, por sua vez, apresenta portfólio mais heterogêneo e diversificado. A porção preponderante concentra-se em ativos de renda variável junto ao Banco do Brasil, acumulando R$ 652.388,46.
O inventário patrimonial compreende ainda R$ 116.765,18 em títulos de dívida pública, R$ 56.842,28 alocados em fundo previdenciário complementar, acrescido de aportes em organizações cooperativistas de microcrédito. Integram ainda a declaração R$ 259.227,15 correspondentes a imóvel residencial em financiamento com 191,2 metros quadrados e R$ 2.575,14 em moedas digitais.
A configuração difere substancialmente daquela apresentada em 2022. Quatro anos antes, os principais ativos compunham-se de terreno no bairro Santa Cruz, cotado em R$ 150 mil, automóvel Honda CR-V de R$ 55 mil e valores mantidos em bancos comerciais.
Situação peculiar envolve Edna Sampaio (PT). A candidata declarou inexistência de patrimônio na declaração de 2026 utilizada para análise comparativa. Anteriormente, em 2024, havia informado apartamento residencial com financiamento avaliado em R$ 1,5 milhão. Na eleição de 2022, seu patrimônio atingia R$ 900 mil, igualmente centrado em unidade residencial financiada.
Dentre os postulantes petistas, Junior Mendonça informou acervo de R$ 835 mil, incluindo propriedades imóveis, frotas veiculares e numerário de R$ 100 mil. Eliane Xunakalo declarou R$ 220,5 mil, enquanto Emídio de Souza, Kota Cortez e Professor Carlito não registraram ativos.
Na coligação federativa, outros candidatos ultrapassam a marca de R$ 1 milhão. Pastorello informou R$ 1.680.926,47, com destaque para terreno na localidade de Baía das Pombas, em Cáceres, estimado em R$ 895.681,14, e imóvel residencial no município de R$ 535.280,48. A declaração abarca ainda propriedade adicional, bem móvel e recursos em instituições financeiras com participação societária em cooperativa.
Carlos Wagner, filiado ao PV, registrou R$ 1,44 milhão em propriedades. O elenco incorpora imóveis e Volkswagen T-Cross orçado em R$ 160 mil.
Pelo PCdoB, Luciene Neves figura com R$ 901.478,91 em bens declarados. O portfólio inclui unidade residencial em Cuiabá, terreno na capital estadual, casa em Cáceres, automóvel Hyundai Creta e R$ 92 mil investidos em certificado de depósito bancário.
Igualmente inscritos encontram-se Wellington Campos, com R$ 685 mil; Professora Honeide, com R$ 512,5 mil; Roni Valter, com R$ 457 mil; Henrique Lopes, com R$ 380 mil; Doutor Josué, com R$ 194,5 mil; Robinson Cireia, com R$ 158 mil; Zé do Pátio, com R$ 193.890,39; e Tipuici Manoki, com R$ 12 mil.
Paolla Dias, Pastora Catia Moraes e Rosenwal Rodrigues não registraram propriedades. Dentro da legenda comunista, Luciene Neves ostenta maior valor patrimonial frente aos demais coligados, cujas declarações permanecem significativamente inferiores.
Os dados integram as declarações patrimoniais remetidas pessoalmente pelos candidatos aos órgãos judiciais eleitorais. As variações percentuais entre sucessivos pleitos, isoladamente consideradas, não revelam os fundamentos das mutações nos valores expressos tampouco possibilitam inferência acerca de acréscimo factual de patrimônio, porquanto os ativos podem ter experimentado aquisição, alienação, liquidação de encargos ou reavaliação durante o lapso temporal.
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