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Deputada de MT defende Nikolas Ferreira e acaba repetindo fala transfóbica em Brasília

CRIME DE RACISMO

Deputada de MT defende Nikolas Ferreira e acaba repetindo fala transfóbica em Brasília

Redação RBMT

 

Ao sair em defesa do colega de partido, Nikolas Ferreira (PL), a deputada federal Amália Barros acabou repetindo fala transfóbica que o correligionário havia feito na tribuna da Câmara dos Deputados.

 

Para os parlamentares do PL, a existência de mulheres transexuais faz “mulheres perderem espaço para homens que se sentem mulheres”.

 

A transfobia foi equiparada ao crime de racismo e passou a ser tratada como crime hediondo pelo STF em 2019. O presidente da Câmara, Arthur Lira (Progressistas), repreendeu a fala de Nikolas Ferreira.

 

"O Plenário da Câmara dos Deputados não é palco para exibicionismo e muito menos discursos preconceituosos. Não admitirei o desrespeito contra ninguém. O deputado Nikolas Ferreira merece minha reprimenda pública por sua atitude no dia de hoje. A todas e todos que se sentiram ofendidas e ofendidos, minha solidariedade”, disse Lira em suas redes sociais.

 

A polêmica teve início quando Nikolas Ferreira foi à tribuna para discursar sobre o Dia da Mulher. Ele colocou uma peruca loira e ironizou a existência de mulheres transexuais. "Hoje eu me sinto mulher. Deputada Nicole", disse. Segundo ele, "as mulheres estão perdendo seu espaço para homens que se sentem mulheres. Para vocês terem ideia do perigo de tudo isso, eles estão querendo colocar a imposição de uma realidade que não é a realidade. Ou você concorda com o que estão dizendo ou, caso contrário, você é um transfóbico, um homofóbico e um preconceituoso".

 

Diversos deputados protestaram contra o discurso. Tabata Amaral (PSB-SP) disse que enviará ao Conselho de Ética uma representação pedindo a cassação do mandato de Nikolas Ferreira. A bancada do Psol anunciou que entraria no Supremo Tribunal Federal com uma notícia-crime contra o deputado. Além disso, o Ministério Público Federal acionou a Câmara para que o discurso do deputado Nikolas seja apurado, para averiguar "suposta violação ética". A procuradora Luciana Loureiro ressaltou que Nikolas usou o tempo na tribuna para, "a pretexto de discursar sobre o Dia Internacional da Mulher, referir-se de forma desrespeitosa às mulheres em geral e ofensiva às mulheres trans em especial".

 

Amália, no entanto, defendeu o parlamentar. “Sou mulher e concordo com o deputado. A esquerda que tanto prega igualdade, é a mesma que não aceita diferença de pensamento”, considerou.

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