@crsf

Ficha limpa: destino de políticos condenados está nas mãos de Cármen Lúcia

Ação direta de inconstitucionalidade contra flexibilização da Lei da Ficha Limpa aguarda decisão da relatora, Cármen Lúcia, há 4 meses

Ficha limpa: destino de políticos condenados está nas mãos de Cármen Lúcia

O destino de políticos condenados por improbidade administrativa que querem se candidatar nas eleições de 2026 está nas mãos da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia. O tema central para o processo eleitoral completa, nesta quarta-feira (6/5), quatro meses parado na Corte.

 

 

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 7781, de relatoria de Cármen Lúcia, questiona a nova lei aprovada no Congresso que flexibiliza a Lei da Ficha Limpa e abre caminho para condenados voltarem às urnas.

 

Entre os casos mais emblemáticos, estão os do ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos), do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos) e do ex-governador do DF José Roberto Arruda (PSD). A norma poderá produzir efeito cascata para centenas de outros condenados impedidos de se candidatarem pelas regras vigentes até setembro de 2025, quando a nova lei foi sancionada com vetos.

 

Autor da ADI, o partido Rede Sustentabilidade pediu medida cautelar para suspender a Lei Complementar nº 219/2025, que afrouxou a Lei da Ficha Limpa, citando a proximidade das eleições de 2026 e a necessidade de resguardar a integridade do processo eleitoral.

 

A ADI foi apresentada ao STF em novembro de 2025. Em 6 de janeiro de 2026, a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou pelo deferimento da medida cautelar para derrubar trechos da norma flexibilizadora. Desde aquele dia, o processo está concluso para análise da relatora, ministra Cármen Lúcia.

 

Demora

 

Ultimamente, Carmen Lúcia, que é considerada uma magistrada parcimoniosa, acabou entrando na mira de polêmicas não por decisões, mas pela demora em pautar assuntos rumorosos. É o caso, por exemplo, da inelegibilidade do ex-governador de Roraima Antonio Denarium (PP), que ficou parado por um ano, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

A ministra também mantém, há 13 anos, processo parado no gabinete – recorde no STF, como mostrou a coluna de Andreza Matais, do Metrópoles.

 

Em 18 de março de 2013, a ministra decidiu, de forma monocrática, suspender diversos trechos de uma lei aprovada pelo Congresso que trata da distribuição dos royalties de petróleo e gás natural. Nunca mais devolveu o processo para julgamento no plenário.

 

 

metropoles

Faça um comentário // Expresse sua opinião...

Veja os últimos Comentários

Veja também

Mato Grosso Enfrenta Desafios na Logística de Votação em 114 Locais de Difícil Acesso

Mato Grosso Enfrenta Desafios na Logística de Vota...

Com uma área territorial de 903.208 km², Mato Grosso enfrenta desafios significativos na organização eleitoral. O estado possui 114 pontos de votaç...

Senado marca votação para aprovar fim da escala 6x1 e reduzir jornada para 40 horas

Senado marca votação para aprovar fim da escala 6x...

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, definiu para terça-feira (6) o julgamento em plenário da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa...

Transporte de Eleitores: Conheça as Regras Legais e Penalidades para o Dia da Votação

Transporte de Eleitores: Conheça as Regras Legais...

Proibição de caronas para fins eleitorais

A legislação brasileira estabelece regras rigorosas sobre o transporte de eleitore...