Pré-candidato à Presidência afirma que, se eleito, subirá rampa com anistiados; critica Alexandre de Moraes
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que se apresenta como pré-candidato à Presidência da República, declarou durante evento do partido no Espírito Santo que pretende subir a rampa do Palácio do Planalto acompanhado por pessoas anistiadas pelos acontecimentos de 8 de Janeiro, caso seja eleito em 2026.
O pronunciamento ocorreu no sábado (18), durante encontro estadual do PL realizado em Vitória. Na ocasião, Flávio direcionou críticas contundentes ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, responsável pela relatoria dos processos relacionados à invasão dos edifícios públicos na Praça dos Três Poderes.
Durante seu discurso, o pré-candidato afirmou: "Alguns inocentes, tem alguns aqui, serão anistiados e vocês vão subir a essa rampa junto comigo". Complementou a fala reiterando sua intenção de concorrer ao cargo máximo do Executivo: "Vai ter Bolsonaro subindo a rampa do Palácio do Planalto em 2027".
A promessa de Flávio estabelece um contraste com a cerimônia de posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2023, quando o petista quebrou o protocolo tradicional e subiu a rampa acompanhado de pessoas que designou como "representantes do povo brasileiro".
O Congresso Nacional aprovou em 2025 o projeto de Lei da Dosimetria, dispositivo que buscava reduzir as penas impostas aos condenados pelos atos antidemocráticos. O presidente Lula exerceu seu direito de veto à proposta em ato simbólico realizado no dia 8 de Janeiro de 2026, porém o Legislativo derrubou posteriormente essa decisão presidencial.
Apesar da aprovação legislativa, o ministro Moraes determinou a suspensão da aplicação imediata da lei enquanto o Supremo Tribunal Federal avalia questões constitucionais levantadas após a judicialização do tema.
Flávio também manifestou descontentamento com decisão de Moraes que o proíbe de visitar seu pai, atualmente em prisão domiciliar. A determinação foi implementada após Flávio divulgar nas redes sociais uma carta do ex-presidente reafirmando apoio ao filho. O magistrado estabeleceu restrição de 90 dias às visitas, mantendo a posição em decisão proferida na sexta-feira (17/7), quando determinou proibição de qualquer visita por 30 dias, exceto as de profissionais de saúde e advogados.
Em resposta às restrições impostas, Flávio declarou: "Eu não vou abaixar a cabeça e nem me intimidar, vai me dar mais força porque aqui tem sangue de Bolsonaro nessa porra. Não vou abaixar a cabeça para tirano nenhum".
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