Deputado aposta em aproximadamente 35 votos na convenção do União Brasil, marcada para 30 de julho, para consolidar nome do senador
Conteúdo/ODOC - Antes mesmo da realização da convenção estadual que determinará os próximos passos do União Brasil em Mato Grosso, o deputado estadual Júlio Campos projeta resultado favorável à candidatura própria ao Governo do Estado, com o senador Jayme Campos como nome indicado pela legenda para disputar o Palácio Paiaguás.
O encontro partidário foi antecipado para 30 de julho e contará com votação fechada entre aproximadamente 50 delegados habilitados a votar. Na avaliação de Júlio Campos, o grupo que apoia o projeto deverá conquistar cerca de 35 votos, cifra considerada suficiente para confirmar a escolha de Jayme como candidato.
"O caminho que buscamos defender é a candidatura própria", explicou o parlamentar, argumentando que a sigla necessita de um candidato ao Executivo para fortalecer a composição de sua chapa nas eleições proporcionais. Para ele, abandonar essa disputa poderia ocasionar perdas significativas na representatividade do União Brasil tanto na Assembleia Legislativa quanto na Câmara dos Deputados.
A mudança da data da convenção resultou de uma conversa entre o ex-governador Mauro Mendes e o senador Jayme Campos. O evento estava originalmente agendado para 4 de agosto, mas os defensores da candidatura própria solicitaram antecipação para 25 de julho. Após negociações, chegou-se ao consenso de realizá-lo em 30 de julho.
Mesmo diante da divisão interna, Júlio Campos evita fazer previsões alarmistas sobre possíveis rupturas na legenda. Conforme sua avaliação, se a candidatura de Jayme for referendada, aqueles que preferirem sustentar o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pré-candidato ao Governo, receberão liberdade de ação do partido.
O deputado mencionou inclusive Mauro Mendes como um dos potenciais nomes que poderiam adotar esse posicionamento, relatando que situações análogas já se repetiram em pleitos anteriores, quando lideranças do mesmo segmento abraçaram caminhos distintos sem gerar rupturas formalizadas.
Antes da ratificação da decisão, porém, o resultado precisará ser submetido à aprovação do Progressistas, que compõe a federação com o União Brasil. Júlio Campos informou ter recebido sinais tranquilizadores de que não haverá empecilhos caso a sigla resolva participar da disputa governamental com candidatura própria.
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