Candidato ao Senado acusa Janaina Riva, Pedro Taques, Carlos Fávaro e Jayme Campos de articulação contra sua candidatura
O pré-candidato ao Senado Mauro Mendes (União Brasil) denunciou uma articulação política entre adversários, afirmando que a operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (6) possui motivação eleitoral e integra uma estratégia coordenada para prejudicar sua candidatura.
De acordo com Mendes, os candidatos ao Senado Janaina Riva (MDB), Pedro Taques (PT), Carlos Fávaro (PSD) e o atual senador Jayme Campos (União Brasil) teriam conhecimento prévio da operação, divulgando a informação antes mesmo de sua execução.
O candidato criticou duramente o relatório que fundamentou a investigação, qualificando-o como "cópia integral" da denúncia apresentada por Pedro Taques. Segundo Mendes, o ex-integrante do Ministério Público Federal teria utilizado sua experiência e relacionamentos para induzir as autoridades a abrir procedimento com base em "informações infundadas".
Mendes reafirmou a legalidade do acordo firmado entre o Governo de Mato Grosso e a empresa Oi, esclarecendo que o ajuste foi validado pela Justiça e considerado legal e benéfico pelo Tribunal de Contas, Ministério Público de Contas e Ministério Público Estadual.
"Podem investigar o quanto quiserem, porque eu vou colaborar com tudo e não tenho nada a temer. Já vivi isso antes e tenho certeza que, assim como em 2014, tudo vai ser esclarecido. Não vai ser uma armação eleitoreira que vai parar o nosso projeto de trabalhar pelos mato-grossenses e pelos brasileiros", declarou.
Nota de esclarecimento do candidato:
Mendes recordou uma situação anterior vivenciada em 2014, quando era prefeito de Cuiabá e sofreu busca e apreensão em sua residência. Relatou impactos negativos nas operações comerciais, incluindo corte de crédito bancário e entrada em recuperação judicial. Ressaltou que, em 2017, a mesma Polícia Federal emitiu parecer favorável, alinhado com o Ministério Público Federal, resultando no arquivamento do processo pela Justiça.
Quanto aos detalhes do acordo com a empresa Oi, o candidato explicou que o Estado de Mato Grosso havia bloqueado recursos da empresa em 2009 por questões tributárias. Após decisão judicial desfavorável ao Estado, houve necessidade de devolução dos valores com correção monetária, totalizando aproximadamente R$ 308 milhões.
Mendes ressaltou que o acordo recebeu análise de múltiplos órgãos antes de sua homologação, todos validando sua legalidade. Negou qualquer vinculação pessoal ou familiar com os fundos que receberam recursos.
O candidato enfatizou que as campanhas de Taques e Riva contra ele iniciaram-se há mais de um ano, com narrativas que classifica como falseadas. Apontou para o cronograma político recente: o senador Jayme teve candidatura a governador rejeitada há uma semana pela maioria do União Brasil; Pedro Taques foi confirmado como candidato senatorial há três dias; e Janaina Riva foi rejeitada como vice-candidata há dois dias.
Questionou como os adversários teriam obtido informações sobre operação sigilosa do Supremo Tribunal Federal, evidenciando contradições no processo. Afirmou que solicitou cópia do processo sem sucesso, porém alguém conseguiu acesso e distribuiu aos meios de comunicação.
Críticou a atuação anterior dos rivais políticos, mencionando mandatos marcados por prisões, incompetência administrativa e falta de resultados para a população. Caracterizou a ação como expressão da "velha política" baseada em mentira e ataques familiares.
"Vou lutar com todas as minhas forças para que políticos malandros, medíocres e mentirosos não voltem a dominar o nosso estado", finalizou Mendes, expressando confiança em Deus e na Justiça para esclarecimento completo da situação.
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