Presidente estadual descarta punição a Jayme Campos e promete liberar membros do partido para apoiarem candidatos diferentes
O presidente estadual do União Brasil, Mauro Mendes, afastou qualquer possibilidade de sanções contra o senador Jayme Campos (União-MT) após o parlamentar manifestar sua preferência pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT) na corrida ao Palácio da Alvorada e pela deputada estadual Janaina Riva (MDB) para o Senado.
Apesar de Jayme trilhar um caminho distinto da orientação oficial da agremiação, que consolidou seu apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), Mauro enfatizou que os membros da legenda desfrutarão de autonomia para definir suas escolhas políticas nos pleitos de 2026.
"De forma alguma haverá punição. Sempre respeitei a liberdade e cada um terá o direito de seguir aquilo que seu coração ditar", declarou o ex-governador.
A manifestação surgiu logo após a convenção do União Brasil, ocasião em que a agremiação ratificou seu apoio a Pivetta na disputa estadual. A deliberação contou com 30 votos favoráveis contra 19, superando a articulação de Jayme Campos, que propunha o lançamento de uma candidatura autônoma da sigla.
Após o revés nas votações internas, Jayme se integrou ao bloco liderado por Wellington Fagundes e Janaina Riva, movimento que intensificou as tensões no interior da organização partidária.
Mauro, entretanto, sinalizou que não deseja acirrar os conflitos internos e anunciou sua intenção de levar à Executiva Estadual uma proposta que liberalize os integrantes da legenda. O mecanismo possibilitaria que os filiados votassem em candidatos distintos para o cargo de governador.
"Vou submeter essa questão ao crivo da Executiva Estadual, e tenho convicção de que a maioria esmagadora aprovará a liberação daqueles que desejarem atuar conforme seus próprios critérios", afirmou.
O ex-gestor estadual também se pronunciou sobre a situação do deputado estadual Júlio Campos (União), em meio a especulações acerca de uma possível desistência de sua candidatura à reeleição. Para Mauro, essa possibilidade é discutida há diversos meses, contudo ainda carece de confirmação oficial.
"Desconheço o que é realidade e o que é boato. Porém, há bastante tempo ouço essa possibilidade de ele não concorrer novamente", completou.
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