Ex-governador defende sua trajetória e acusa rival de irregularidades em entrevista ao podcast PodOlhar.
Conteúdo/ODOC - O ex-senador e ex-governador mato-grossense Pedro Taques (PSB), na condição de candidato ao Senado Federal, concedeu extensa entrevista ao podcast PodOlhar, onde discorreu sobre sua trajetória política e reafirmou seu posicionamento contra esquemas de corrupção e estruturas oligárquicas tradicionais.
No decorrer da entrevista, o profissional de direito resgatou episódios significativos de sua administração estadual e manifestou sua intenção de retornar à Brasília para dar continuidade a iniciativas legislativas que havia proposto durante seu mandato anterior no Congresso Nacional.
Ao abordar sua imagem pública e os obstáculos enfrentados durante sua gestão no Palácio Paiaguás, Taques relatou com leveza os rótulos depreciativos que lhe atribuíram adversários políticos e servidores públicos durante fases de contenção orçamentária. "A coragem é um traço que define minha história. Desejo retornar ao Senado para finalizar a incumbência que assumi. Tenho ainda projetos importantes a concretizar", declarou. "Chamavam-me de Pedrinho Malvadeza. Já viu? Até que achava meio carinhoso esse apelido", recordou o ex-administrador.
O postulante petebista reavivou o cenário político quando assumiu o comando estadual em 2015, enfatizando seu trabalho contra organizações criminosas e contra saques ao erário público que prejudicaram as finanças estaduais no período antecedente aos eventos da Copa do Mundo. "Funcionavam duas estruturas de poder aqui: a oligarquia do Riva dominando a Assembleia, e a do Silval no Executivo. Desviaram R$ 2 bilhões", denunciou o candidato, destacando seu papel no combate a esses esquemas.
Taques intensificou sua retórica e respondeu frontalmente às censuras do ex-governador Mauro Mendes (União), seu concorrente na disputa pela cadeira no Senado Federal. O postulante do PSB proferiu críticas agudas contra o rival, associando-o a processos investigativos sobre irregularidades no uso de recursos estatais. "Sou acusado de ineficiente pelo ex-governador Mauro Mendes. Ineficiência é algo que pode ser corrigido, porém apropriação indébita de dinheiro público exige cadeia. Deixem registrado: você será preso porque os R$ 308 milhões estão documentados, isso é posicionamento correto", afirmou com veemência Taques.
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