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Pivetta afirma que estados precisam compensar falhas do Governo Federal

Governador de Mato Grosso critica falta de responsabilidade fiscal e eficiência na gestão pública federal

Pivetta afirma que estados precisam compensar falhas do Governo Federal

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) dirigiu críticas contundentes ao Governo Federal na sexta-feira (17), argumentando que as unidades federativas vêm sendo forçadas a assumir atribuições que deveriam ser prerrogativa da União.

Por meio de postagem em redes sociais, Pivetta ressaltou que diante das deficiências governamentais em nível nacional, gestores estaduais e municipais estão na obrigação de agir para preencher essas lacunas.

"Há uma carência muito grande provocada pelo Estado Nacional que nós temos que compensar governando bem o Mato Grosso. Nós, com os municípios, precisamos gerar bem-estar em escala para que o nosso povo viva bem, tenha dignidade, tenha o básico bem feito", declarou o chefe do executivo estadual.

Embora não mencione nominalmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), as observações de Pivetta apontam para questões de responsabilidade orçamentária e qualidade na execução de políticas públicas, aspectos que, conforme sua análise, afetam profundamente municípios e estados.

"Nós temos problema em Brasília. O nosso Brasil não funciona bem. Não tem responsabilidade fiscal, não tem compromisso com a qualidade do gasto. É União, estados e municípios. Os três entes federativos têm que funcionar bem", argumentou.

Na sequência, completou seu raciocínio: "Nós, que estamos mais perto do povo, temos que corrigir essa diferença. Temos que compensar o que o Governo Federal não faz".

Para ilustrar seu posicionamento, Pivetta apresentou exemplos concretos de investimentos do Governo de Mato Grosso em obras de infraestrutura. De acordo com seu relato, o Estado encampou projetos em estradas federais, incluindo as BR-163 e BR-174, além de ter inaugurado a primeira ferrovia sob administração estadual no território nacional. Além disso, o governo estadual vem responsabilizando-se por funções na área de segurança que, em sua perspectiva, competem à administração federal.

"Na segurança pública, nós não temos o Governo Federal nas fronteiras, em lugar nenhum. É o nosso Gefron. É a nossa polícia que tem que cuidar das fronteiras. O Brasil não cuida das suas fronteiras", sublinhou o governador.

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