Documento detalha fraude fiscal e é considerado o caso jurídico mais bem documentado da província, além do julgamento de Jesus
Um papiro inédito traz detalhes de um julgamento por crimes financeiros ocorrido na Judeia, pouco antes da revolta de Bar Kokhba (132–136 d.C.). O documento, escrito em grego e com mais de 133 linhas, é um dos casos jurídicos mais bem documentados da província romana. Um estudo sobre o tema foi publicado na revista Tyche.
Fraude fiscal
O papiro foi redescoberto em 2014 por Hannah Cotton Paltiel, professora emérita da Universidade Hebraica de Jerusalém, após décadas de classificação incorreta. "Eu me voluntariei para organizar papiros documentais no laboratório da Autoridade de Antiguidades de Israel e, quando o vi marcado como 'Nabateu', exclamei: 'É grego para mim!'", afirmou a pesquisadora.

Detalhe da imagem infravermelha do papiro (Imagem: © Israel Antiquities Authority/Divulgação, via EurekAlert)
O texto contém anotações de promotores que preparavam um julgamento sobre fraude fiscal, falsificação e venda ilegal de escravizados sem pagamento de impostos. Os principais acusados, Gadalias e Saulos, foram ligados a crimes diversos, incluindo rebelião contra Roma. "Este é o caso jurídico romano mais bem documentado da Judeia, além do julgamento de Jesus", afirmou Avner Ecker, pesquisador da Universidade hebraica.
Além de sua relevância histórica, o papiro comprova que práticas jurídicas romanas comuns no Egito também eram aplicadas na Judeia. "Este documento mostra que as principais instituições romanas documentadas no Egito também foram implementadas em todo o império", destacou Fritz Mitthof. O destino final do julgamento, porém, permanece incerto, possivelmente interrompido pelos conflitos da época.
fonte history chanel
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