Corte recusou analisar recurso de Kim Davis, ex-cartorária de Kentucky condenada em US$ 360 mil por negar licença de casamento a casal do mesmo sexo.
A Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitou análise de recurso apresentado por Kim Davis, ex-cartorária e cristã apostólica do Estado de Kentucky, que se recusou a emitir licenças de casamento para casais do mesmo sexo por considerar que o ato contrariava suas convicções religiosas.
Davis havia sido condenada em 2023 a pagar US$ 360 mil em indenização e honorários advocatícios ao casal David Ermold e David Moore, que teve o pedido de licença de casamento negado.
Ela recorreu da decisão, argumentando estar amparada pela Primeira Emenda da Constituição norte-americana, que protege a liberdade de religião, e pediu a revisão do precedente Obergefell v. Hodges, decisão histórica de 2015 que reconheceu o casamento entre pessoas do mesmo sexo como um direito constitucional.
Em março, o tribunal de apelações manteve a condenação de Davis, citando decisão recente da Suprema Corte segundo a qual agentes públicos não podem usar a autoridade do Estado para violar direitos constitucionais, mesmo sob alegação de agir conforme a consciência pessoal.
Na tentativa de reverter o resultado, os advogados de Davis solicitaram que a Suprema Corte revisse o caso, pedido que foi negado nesta segunda-feira, conforme noticiou o The New York Times.
The New York Times anuncia decisão da Suprema Corte que rejeitou reavaliar a legalização do casamento homoafetivo.(Imagem: Reprodução/The New York Times)
Obergefell v. Hodges
Decidido em 2015, o caso Obergefell v. Hodges consolidou o direito ao casamento entre pessoas do mesmo sexo nos Estados Unidos.
A Suprema Corte, por maioria de 5 votos a 4, entendeu que a 14ª Emenda da Constituição norte-americana, que garante a igualdade de proteção perante a lei, se estende também às uniões homoafetivas.
A decisão foi considerada um dos maiores avanços em direitos civis da história recente do país, equiparando os direitos matrimoniais de casais heterossexuais e homossexuais. Desde então, o precedente tem sido alvo de tentativas de revisão por grupos religiosos e políticos conservadores, que alegam violação à liberdade de crença e de consciência.
link: https://www.migalhas.com.br/quentes/444164/suprema-corte-dos-eua-reafirma-legalizacao-do-casamento-homoafetivo
A necessidade de atravessar a BR-163 em Nobres expôs desafios críticos debatidos em audiência pública realizada pela Assembleia Legislativa de Mato...
Operação Cathedra Venalis foi deflagrada para investigar um possível esquema de corrupção, compra de votos e organização criminosa...
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, formalizou nesta quarta-feira (21) o compromisso para retomada das obras da Estação de Tratamento de E...
Faça um comentário // Expresse sua opinião...
Veja os últimos Comentários