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Trump reduz tarifas de carne, café e frutas; medida vale de forma retroativa

O Brasil figura entre os principais beneficiados pela medida de redução.

Trump reduz tarifas de carne, café e frutas; medida vale de forma retroativa

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (14) a redução das tarifas de importação de uma série de produtos — entre eles café, carne, banana, açaí e castanha-do-Pará. 

A medida passa a valer de forma retroativa a partir de 00h01 do dia 13 de novembro (horário de Nova York). Segundo a Casa Branca, o objetivo é aliviar os preços nos supermercados em meio à pressão dos americanos com o custo de vida. 

Também entram na lista de reduções cocos, nozes, abacaxis e abacates. O governo afirma que esses produtos não são produzidos em quantidade suficiente nos EUA para suprir a demanda interna.

Jamieson Greer, representante comercial dos EUA, disse que a decisão faz parte da estratégia de Trump de ampliar isenções tarifárias para setores considerados essenciais. “É um desdobramento natural do que o presidente vem sinalizando”, afirmou.

Mesmo defendendo suas políticas comerciais, a administração Trump reconhece que ainda precisa agir para conter preços que têm frustrado os consumidores por anos. 

Trump, porém, segue argumentando que as tarifas são compensadas por ajustes feitos pelos próprios vendedores.

No decreto, Trump afirma ter considerado recomendações técnicas, negociações com parceiros e a atual demanda doméstica para decidir pela revisão da chamada “tarifa recíproca” prevista na Ordem Executiva 14257.

Brasil entre os principais beneficiados

Brasil exportou US$ 1,96 bilhão em café para os EUA no ano passado, mantendo-se como principal fornecedor, segundo a International Trade Administration.

Desde que as tarifas de 50% entraram em vigor em agosto, porém, as vendas despencaram. Em outubro, a retração foi de 54,4% em relação ao ano anterior, segundo o Cecafé. 

O aumento de preços também atingiu o consumidor americano: o café acumula alta de cerca de 20% em 12 meses, de acordo com o índice oficial de inflação (CPI).

 

 

 

diariodo nordeste

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