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Von der Leyen: UE está à beira de um acordo comercial histórico com a Índia

Fala foi feita no Fórum Econômico Mundial em Davos, nesta terça-feira (20); fala ocorre em meio à nova escalada de ameaças tarifárias dos EUA

Von der Leyen: UE está à beira de um acordo comercial histórico com a Índia

A União Europeia está prestes a concluir um acordo de livre comércio com a Índia, embora ainda haja trabalho a ser feito para finalizá-lo, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em um discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos, nesta terça-feira (20).

"Ainda há trabalho a fazer. Mas estamos na iminência de um acordo comercial histórico. Alguns o chamam de a mãe de todos os acordos. Um acordo que criaria um mercado de 2 bilhões de pessoas, representando quase um quarto do PIB global", disse ela em um trecho de seu discurso sobre os esforços da UE para diversificar seu comércio.

Um acordo UE-Índia fechado ainda em janeiro foi aventado pelo chanceler alemão, Friedrich Merz, no último dia 12, após encontro com o primeiro-ministro indiano Narendra Modi.

Há expectativa de que a líder europeia visite a Índia no início da próxima semana.

Caso se concretize, será o segundo acordo comercial assinado pelo bloco europeu em menos de um mês. No sábado (17), foi chancelado o tratado Mercosul-UE, após 26 anos de negociações.

Ameças de Trump

Von der Leyen falou em Davos na esteira de novas ameaças de Donald Trump em taxar países europeus que não apoiarem a anexação da Groenlândia aos Estados Unidos.

Dinamarca, Noruega, Suécia, França, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Finlândia – países membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) – serão taxadas a partir do dia 1º de fevereiro, segundo anúncio de Trump na rede social Truth Social, no sábado (17). O valor da tarifa será aumentado para 25% a partir de junho.

Trump afirmou que tarifa será cobrada até que um acordo seja firmado para a compra total da Groenlândia.

"A proposta de tarifas adicionais é um erro, especialmente entre aliados de longa duração", disse a líder europeia em Davos.

As falas de Trump estão mexendo com o humor dos investidores desde o início da semana, com fortes perdas nas bolsas da Europa.

O presidente da França, Emmanuel Macron, disse a Donald Trump que não entendia o que o líder americano estava "fazendo na Groenlândia" e se ofereceu para sediar uma reunião do G7, convidando a Rússia e outros países, segundo uma captura de tela das mensagens que Trump publicou online.

Nas mensagens, Macron disse ao americano que ele poderia convidar ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos para participar à margem da reunião do G7 na quinta-feira (22), e também convidou o presidente para jantar com ele em Paris.

 

 

 

 

Da CNN Brasil* e Bart Meijer

*Com informações da Reuters

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