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Converseiro político

Converseiro político

Ano eleitoral e os assuntos da política, obviamente, pegam  mesmo. No estado, para o governo, continuam as mexidas nos partidos ou grupos políticos. Grupos porque se tem as federações ou coligações e a mexida, quando ocorre, pega todos que estão juntos. 

Um dos fatos do momento foi a retirada de Fábio Garcia como vice na chapa do Otaviano Pivetta ao governo. Isso ocorreu, são os comentários,  por causa da Operação Heritage, aquele do caso da operadora Oi.

A alegação pela retirada da candidatura foi porque o Ministro Flavio Dino do STF, havia, em sua decisão, proibido conversas e ligações maiores entre Fabio e Mauro Mendes. Que, sem isso, ficaria difícil fazer campanha. 

De imediato Gisela Simona foi declarada vice na chapa do Otaviano. Mulher, num estado com maioria feminina no eleitorado, pode ser algo diferente e sem cutucadas no horário eleitoral pelos adversários políticos. 

Nesse lado político outro nome é do Wellington Fagundes. Ele conta com apoio do Flávio Bolsonaro, nome mais importante da direita nacional na disputa. E vai, sem dúvida, usar isso na campanha num estado que é mais conservador e onde Jair Bolsonaro foi vitorioso.

Mais à esquerda o nome é da Natasha Slhessarenko. O apoio dela está na candidatura Lula que, claro, virá ao estado e endossará seu nome para o governo. Quais nomes vão para um segundo turno?

Um da esquerda e outro da direita ou os dois da direita política?  O dado diferente dessas composições e falações sobre candidaturas ao governo no estado é que Jaime Campos, que pretendia disputar a eleição para governador, não está mais na disputa.

O partido dele, União Brasil, em convenção, não endossou sua candidatura e sim apoiar Pivetta do partido Republicanos. Para o senado a disputa se mostra mais acirrada até mesmo pela quantidade de nomes. Estão no páreo: Mauro Mendes, Janaina Riva, José Medeiros, Carlos Fávaro, Margareth Buzetti, Pedro Taques e Antônio Galvan.

Os nomes mais citados para disputa direta das duas vagas, até o momento, são os de Mauro, Janaina, Medeiros e Fávaro. Que dai sairiam os dois nomes para o senado. Para a presidência da República os mais citados e que aparecem melhores nas pesquisas eleitorais são os de Flavio Bolsonaro e Lula da Silva.

Bem distante ficam Ronaldo Caiado e Romeu Zema nas falas e comentários do cotidiano aqui no estado. A direita política, mostram as pesquisas, pode dar mais votos a Flavio. Na eleição passada, como exemplo, Jair Bolsonaro ganhou de Lula em MT.

O agro, base da economia estadual, aqui e fora, é mais conservador e no geral apoia candidatura mais a direita. É só pegar como exemplo os EUA. Lá o agro, em sua maioria, apoia o partido Republicano, mais conservador. É uma eleição, seja para presidente ou para o governo do estado, que não deve terminar no primeiro turno.

Há um consenso de que ela deve ser finalizada num segundo turno. Muita coisa ainda para rolar no campo político e o bicho pega mesmo é agora a partir do horário gratuito. 

Alfredo da Mota Menezes é analista político

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