A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), através da Comissão nacional de pastoral para a Vida e Família, promoverá a 30ª Semana Nacional da Família, com o início no dia dos Pais (09 a 15).
É uma semana de intensa oração, reflexão e mobilização em defesa dos valores da família. O tema deste ano é: FAMILIA, TORNA-TE AQUILO QUE ÉS” (S. João Paulo II), e o lema “O AMOR JAMAIS ACABARÁ(1COR13,8).
O tema retrata a mais profunda identidade da família, a qual é chamada a viver plenamente a sua sublime vocação no plano de Deus. No plano de Deus a família é chamada a ser o santuário da vida, do amor, da fé e a célula mãe da sociedade. Este tema é um convite para que a família descubra a doce, prazerosa e reconfortante alegria em viver o amor cristão. Mas o que significa o amor cristão?
No ensinamento de Jesus, significa o “amor ágape”. Isto é, amor gratuito, desinteressado e oblativo. É sair de si em direção ao outro. É o amor-doação. É querer bem ao outro, sem querer nada do outro.
Assim, o amor familiar cristão, transforma a família em fonte de alegria, de paz, de beleza e serenidade de seus membros. Diante das investidas devastadoras contra a identidade e unidade da família, precisamos proclamar, com veemência, a beleza e a grandeza da união indissolúvel e perene do casal. A cultura da provisoriedade na modernidade líquida, ofusca o olhar de perenidade sobre a família.
Assistimos, hoje, sobretudo nas redes sociais, a uma verdadeira apologia ao adultério, às separações, às uniões livres e experimentais, às relações de todos os tipos, e à pornografia escancarada. São desafios que contrariam e ofendem a dignidade e grandeza da família.
Na visão bíblica e cristã, a família é o espaço próprio e insubstituível para que um homem e uma mulher possam, através do sagrado matrimônio, gerar e educar seus filhos para o exercício da vida cristã e cidadã.
Apesar do ambiente social e cultural desfavoráveis à construção da identidade familiar cristã, podemos constatar que milhares de casais e famílias cultivam gestos solícitos de bondade, de compreensão, de ternura, de harmonia e de fé que encantam o mundo, tornando adoráveis os relacionamentos e o aconchego familiar!
Quantas famílias vivem a grandeza do amor conjugal e familiar, celebrando bodas de prata, de ouro e diamante. A meta de todo casal deve ser a santificação do matrimônio e a santificação dos outros pelo testemunho alegre e feliz do próprio casamento. Defendamos a santidade da família e o respeito pela dignidade da mulher! Sobretudo, hoje, que estamos espantados, perplexos e indignados com o crescente número de feminicídios no Brasil e em Mato grosso.
Só em Mato Grosso foram 53 em 2025. É um número alarmante. Em relação às famílias irregulares, incompletas ou machucadas, a exemplo de Jesus, vamos acolhe-las e integrá-las em nossas comunidades cristãs. O Papa Francisco disse: vamos ser uma Igreja mais acolhedora e menos julgadora. A Pergunta é: o que Jesus faria se estivesse em nosso lugar, diante destas novas situações e tipologias de famílias?
Nesta semana, reúna sua família para um momento de oração e reflita: minha família, como vai? E que Deus abençoe e guarde nossas as famílias!
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