Suspeito explorava duas meninas, irmãs de 6 e 12 anos, oferecendo recompensas por imagens íntimas. Investigação da Polícia Civil começou após denúncia anônima.
A Polícia Civil de Mato Grosso efetuou a prisão em flagrante de um indivíduo de 38 anos na madrugada desta quarta-feira (5), acusado de crimes graves envolvendo menores: exploração sexual infantil, confecção e guarda de material pornográfico envolvendo crianças e abuso sexual de vulneráveis.
O caso foi desencadeado pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher e Vulneráveis (DEDMV) de Sorriso após uma denunciante comparecer à unidade na noite de terça-feira (4) relatando mensagens suspeitas recebidas por uma conhecida. O denunciante descrevia que o remetente solicitava imagens de menores despidas, oferecendo guloseimas como contrapartida.
A delegada Layssa Crisóstomo de Paula Leal determinou investigações imediatas para localizar o responsável e identificar possíveis vítimas. Ainda na madrugada, duas crianças foram localizadas e encaminhadas à delegacia especializada, acompanhadas da mãe, para realização de escuta técnica e depoimento.
As vítimas, irmãs com idades de 6 e 12 anos, revelaram durante os procedimentos que o investigado, parente próximo da família, havia solicitado repetidamente envio de vídeos e fotografias de caráter sexual, oferecendo doces e brinquedos como incentivo. As crianças confirmaram ter encaminhado o material solicitado, que era posteriormente deletado pelo suspeito, além de receberem conteúdo pornográfico dele.
Nos depoimentos, as meninas relataram estar sofrendo abuso sexual recorrente, com a filha mais velha sendo vítima desde os nove anos de idade. Ambas nunca haviam revelado os crimes aos pais. Como tentativa de pedir ajuda e sem saber como procurar autoridades, as crianças encaminharam as mensagens do suspeito para um número desconhecido, esperando que o destinatário pudesse intervir e alertar a polícia.
Agentes da instituição localizaram o suspeito em sua residência, onde foi efetuada a prisão. Seu aparelho celular foi apreendido para análise técnica e preservação de dados digitais. Os crimes atribuídos incluem exploração sexual infantil mediante oferecimento de recompensas por material pornográfico e prática de abuso sexual contra menores em situação de vulnerabilidade.
Durante as investigações, descobriu-se que o detido já havia sido condenado por crime similar em 2019, quando abusou da enteada. A Polícia Civil solicitará conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva e continua investigando possível existência de outras vítimas, circulação de material ilícito e envolvimento de terceiros nos crimes.
A corporação reforça que denúncias sobre violência sexual contra crianças e adolescentes podem ser realizadas anonimamente pelo Disque 100 ou em qualquer delegacia. Comunicações rápidas sobre situações suspeitas são essenciais para impedir continuidade de crimes e garantir proteção integral dos menores.
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