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Deputada eleita critica movimento feminista por seletividade ideológica na defesa de direitos das mulheres

Parlamentar de Mato Grosso argumenta que feminismo perdeu sua essência ao se alinhar exclusivamente com pautas de esquerda

Deputada eleita critica movimento feminista por seletividade ideológica na defesa de direitos das mulheres

Deputada estadual eleita por Mato Grosso questiona atuação do movimento feminista

A vereadora Samantha Iris (PL), recém-eleita para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso, realizou críticas contundentes ao movimento feminista, argumentando que ele adota critérios ideológicos para selecionar quais mulheres merecem apoio e reconhecimento. Em sua avaliação, o posicionamento político tornou-se determinante para definir quais mulheres recebem respaldo do movimento.

Segundo a parlamentar, o feminismo comprometeu seus objetivos ao se associar exclusivamente com pautas progressistas. Essa aproximação, na visão de Samantha, criou uma fragmentação que prejudica mulheres de posicionamento conservador e restringe discussões sobre questões femininas de forma abrangente.

"O feminismo, desde o momento em que concentrou todas as pautas em si e se apresentou como exclusividade da esquerda, passou a prejudicar mais do que contribuir", afirmou a deputada eleita.

A parlamentar também apontou incoerências no comportamento de algumas defensoras da igualdade de gênero. De acordo com ela, essas mulheres pregam representatividade e equidade, mas negam reconhecimento a outras mulheres quando há divergências políticas entre elas.

"Repito: a feminista só reconhece e apoia outra mulher se ela pensa igual. Caso contrário, a critica severamente", complementou.

Referências históricas e questionamentos

Para fundamentar seu argumento, Samantha invocou aspectos históricos da luta pelo direito do voto feminino no Brasil. A parlamentar questiona a atribuição exclusiva dessa conquista ao movimento feminista, ressaltando a participação significativa de mulheres com valores cristãos nessa mobilização histórica.

"Mulheres cristãs lideraram a luta pelo voto feminino, não exclusivamente feministas. Se uma mulher cristã realizasse isso nos dias atuais, seria perseguida", declarou a deputada.

A observação refere-se à trajetória histórica do sufragismo brasileiro, movimento que reuniu diferentes lideranças femininas e conquistou o direito ao voto em 1932, envolvendo atores de diversas origens ideológicas e religiosas.

Vivência política e defesa de pluralismo

Eleita nas últimas eleições, Samantha relatou enfrentar críticas de mulheres alinhadas com a esquerda devido às suas posições conservadoras. A parlamentar defende que a promoção dos direitos femininos deveria transcender diferenças partidárias e ideológicas, evitando reduzir o apoio apenas àquelas que compartilham convicções políticas idênticas.

Conforme sua percepção, um movimento verdadeiramente inclusivo deveria reconhecer as conquistas e contribuições de todas as mulheres, independentemente de suas filiações políticas ou orientações ideológicas.

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