Governo nega paralisação e reafirma continuidade da construção do contorno da Terra Indígena Marãiwatsédé
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em conjunto com o Ministério dos Transportes refutaram alegações sobre possível interrupção das atividades na BR-158, no contorno da Terra Indígena Marãiwatsédé, localizada em Mato Grosso, decorrente de restrições orçamentárias.
De acordo com o ministro dos Transportes, George Santoro, a primeira fase do projeto resultou na entrega de 12 quilômetros de pavimentação entre Porto Alegre do Norte e o Posto Luizinho durante maio deste ano. Com a liberação subsequente de mais 10 quilômetros, o total alcançado nesta etapa chega a 22 quilômetros de via implantada. Santoro ressaltou que "durante a gestão anterior, nenhuma extensão foi concluída nesta região".
O ministro projetou a ampliação de 20 quilômetros adicionais até dezembro de 2026, perfazendo um total de 42 quilômetros neste ciclo de implementação. "A continuidade dos trabalhos está assegurada para o próximo período. Todos os recursos necessários estão previstos no orçamento", declarou Santoro.
Marcelo Sortica, coordenador de Engenharia do DNIT no estado, confirmou via vídeo que o cronograma de execução permanece inalterado com garantia de provisão financeira. "Desejo esclarecer de forma definitiva que as informações sobre paralisação não correspondem aos dados reais da situação", afirmou Sortica.
A informação ganha reforço com a assinatura recente do Contrato nº 594/2026 pelo DNIT, destinado à construção de nove estruturas especiais, incluindo pontes e obras de arte, localizadas no Lote A do contorno.
O projeto integral do novo traçado viário totaliza 195,42 quilômetros, dividido em dois lotes estratégicos. O Lote A compreende 93,99 quilômetros, dos quais 86 quilômetros contam com autorização ambiental para prosseguimento; o Lote B abrange 101,43 quilômetros. Conforme estimativas do DNIT, a rodovia movimentará aproximadamente 2 mil carretas diárias no trecho, tornando-a essencial para a região do Vale do Araguaia.
O governo federal busca intensificar os trabalhos de pavimentação do contorno, elevar os padrões de segurança no trânsito e desbloquear um importante corredor logístico que a população e os agentes econômicos do Araguaia aguardam há muitos anos.
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