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Max Russi condena avanço de feminicídios em Mato Grosso e pede ampliação do debate nas escolas

Presidente da ALMT lamenta 30 casos de feminicídio registrados em 2026 e defende políticas públicas contra violência

Max Russi condena avanço de feminicídios em Mato Grosso e pede ampliação do debate nas escolas

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Pode), manifestou repúdio diante do crescimento alarmante de feminicídios no estado durante este ano, enfatizando que a situação representa um grave problema social que exige ações imediatas. Sua declaração ganha destaque especialmente durante o mês de agosto, dedicado à conscientização sobre violência contra mulheres, período em que três novos assassinatos de mulheres foram registrados na região interior.

De acordo com informações do Observatório Caliandra, vinculado ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o estado contabiliza 28 vítimas de feminicídio até o momento neste exercício. O mês de junho se destacou como o período mais crítico, registrando sete homicídios femininos.

Três casos específicos marcaram a semana em questão. No primeiro domingo, Sirlei Gomes de Oliveira, 42 anos, perdeu a vida em Vila Bela da Santíssima Trindade, localizada a 562 quilômetros da capital. Na madrugada de quinta-feira, duas profissionais de saúde, Maria Helena do Carmo e Cleidineia Eucaris da Costa, foram vítimas de agressão fatal com arma branca durante um evento social no Distrito de Cangas, município de Poconé, distante 104 quilômetros de Cuiabá. José Carrea de Miranda, identificado como ex-companheiro de uma das vítimas, figura como principal investigado. Confirmados os feminicídios, a contagem estadual atingiria 30 ocorrências no ano.

Conforme manifestação do líder legislativo, a situação desperta grande preocupação institucional. O parlamentar ressalta a necessidade de transformação cultural profunda, argumentando que muitos indivíduos ainda mantêm mentalidade patriarcal que os leva a enxergar mulheres como propriedade pessoal. Complementa sua análise mencionando que a dificuldade em aceitar términos de relacionamentos frequentemente desencadeia respostas violentas extremas, culminando em tragedias irreversíveis.

Na perspectiva de Max Russi, o combate efetivo à violência de gênero demanda também incorporação significativa de mulheres em instâncias administrativas e legislativas. O deputado sustenta que ampliar representatividade feminina em postos decisórios possibilita que experiências e necessidades específicas da população feminina sejam devidamente refletidas em programas e iniciativas governamentais.

O parlamentar ressalta que a maior presença feminina em funções de liderança e formulação de políticas contribui substancialmente para enriquecimento de debates sobre violência, permitindo construção de estratégias mais efetivas e contextualizadas. Igualmente, defende que deve haver incentivo contínuo para expansão desses espaços de participação institucional.

Como dirigente estadual do Podemos, Max tem trabalhado para incrementar participação feminina nas listas proporcionais da agremiação para os próximos pleitos, tanto em âmbito estadual quanto federal.

Detalhamento dos casos investigados

Diogo Tavares, 42 anos, foi capturado e mantido em custódia preventiva na quarta-feira, acusado de disparar fatalmente contra sua companheira Sirlei Gomes de Oliveira, também 42 anos, em propriedade rural localizada em Vila Bela da Santíssima Trindade. O evento criminoso ocorreu no domingo antecedente.

O acusado mantinha-se em local encoberto dentro de formação florestal próxima até ser identificado mediante informação do proprietário territorial que relatou intenção de autossurrender do suspeito. Elementos investigativos indicam que a relação conjugal apresentava histórico de agressões, embora a vítima nunca tivesse formalizado queixa institucional.

Na madrugada de quinta-feira, as profissionais de saúde Maria Helena do Carmo e Cleidineia Eucaris da Costa foram fatalmente feridas mediante golpes de instrumento pontiagudo durante celebração social no Distrito de Cangas, Poconé. Uma terceira pessoa também sofreu ferimentos no episódio.

José Carrea de Miranda, ex-marido de Maria Helena, é investigado pela autoria do ataque. Ele foi detido no local por equipes policiais imediatamente após a agressão.

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