Pré-candidato ao Senado questiona parlamentares que fazem promessas nas redes mas não entregam resultados no Congresso
O ex-governador Mauro Mendes (União), que se posiciona como pré-candidato ao Senado, disparou críticas contra senadores que utilizam redes sociais para construir uma imagem de força, mas não conseguem converter essas promessas em trabalho efetivo dentro do Congresso Nacional.

"Tem muita gente que é macho na rede social, quando vai lá, na hora do vamos ver, é uma gazela"
A crítica surgiu durante discussão sobre a possibilidade de processos de impeachment contra integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF), assunto que vem sendo utilizado como plataforma política por diversos pré-candidatos ao Senado vinculados ao PL.
Em entrevista concedida à rádio Jovem Pan Cuiabá na última semana, Mendes expandiu seu argumento: "Tem que ter senadores ali que tenham coragem, porque fazer um vídeozinho, fazer um barulho, todo mundo faz. Mas cadê o resultado? Tem muita gente que só sabe fazer barulho. Faz barulho, grava um vídeo, esculhamba. [...] Tem muita gente que é macho na rede social, quando vai lá, na hora do vamos ver, é uma gazela".
A pauta do impeachment ganhou visibilidade entre integrantes da sigla nos últimos meses, especialmente no contexto de desentendimentos entre parlamentares bolsonaristas e o ministro Alexandre de Moraes, responsável por conduzir processos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e à investigação sobre a tentativa de golpe de Estado.
Moraes foi autor de medidas cautelares e determinou a prisão preventiva do ex-presidente, fato que intensificou a mobilização de apoiadores de Bolsonaro pelo seu afastamento do cargo.
Ao se pronunciar sobre o tema, Mendes reafirmou que nenhuma autoridade pública deve estar isenta de fiscalização legal e sustentou que ministros da Suprema Corte devem estar expostos a processos de responsabilização caso cometam irregularidades que sejam materialmente comprovadas.
Contudo, o ex-governador deixou claro que ainda não possui informações suficientes sobre os detalhes processuais para determinar se existe justificativa concreta para remover algum ministro neste momento.
"Ninguém pode estar acima da lei. Já fizemos impeachment de presidente, de governador, de deputado, de juiz, de desembargador. Se fizer alguma coisa errada e comprovar, tem que ir lá e tirar mesmo. É simples assim", ressaltou.
Mendes prosseguiu sua análise: "Não conheço bem os processos, mas acho que tem muita coisa [errada], precisa ter uma dosimetria, precisa melhorar essa relação das instituições e dos Poderes. As coisas não estão funcionando bem em Brasília, e o Congresso Nacional tem papel importante nisso".
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