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Natasha cita condições para voltar a ser candidata, mas admite retornar só após conversas com candidatos

RECOMEÇO

Natasha cita condições para voltar a ser candidata, mas admite retornar só após conversas com candidatos

Redação RBMT

 

No final da manhã desta terça-feira(09), a médica Natasha Slhessarenko admitiu - pela primeira vez -, repensar a possibilidade de voltar à cena política, após recuar de seu projeto eleitoral ao Senado, pelo PSB.

 

Ao revelar em entrevista ao podcast Tudo&Política que estaria sendo tão interpelada por amigos, correligionários e jornalistas sobre sua decisão que, hoje, repensou sobre o assunto.

 

Prometendo conversar com seu partido, sobretudo, com os candidatos já homologados na convenção que vão disputar as proporcionais [Assembleia e Câmara Federal], já que continuam em aberto duas vagas à estadual e outra na Câmara, com a desistência, de última hora, de Maurício Gomes.

 

"Olha, esta é a terceira entrevista que realizo hoje. E venho sendo cobrada intensamente para retomar a cena política. Admito que vou repensar. Porque tem muita conversa neste sentido. Muitos pedidos para que eu retorne. O que eu posso dizer que antes preciso conversar com os candidatos, porque tenho a sensação de que aceitar outra disputa eleitoral, seja estadual ou federal, seria desleal. É como se eu estivesse sendo desonesta, antiética com os meus colegas de partido. Então preciso saber se eles têm a mesma visão de muitos que estão me cobrando, de que eu ajudo estando no cenário eleitoral. Existem duas vagas na disputa a estadual e outra federal, com a desistência do Maurício Gomes. Então, até admito, é uma questão aí de conversar".

 

Ao ainda revelar - muito emocionada -, que estaria profundamente machucada com todo este processo vivido nestes últimos dias, com as gigantescas pressões políticas quando teve seu projeto, literalmente, derrubado em favor de um candidado que - de acordo com a médica - representa a espinha dorsal do bolsonarismo no Brasil. Por isso, não aceitou a primeira suplência e, desta forma, recuar lhe pareceu a decisão mais sensata. Entretanto, estaria também feliz com tantas manifestações, muitas inesperadas.

 

"Estou, claro, ainda muito machucada com tudo que vivi nestes últimos dias. Mas apesar de tudo, igualmente, feliz com tantas manifestações e cobranças para que eu não saia do cenário político. Admito que nunca senti tanta paixão. Uma intensa paixão, especialmente, por algumas pessoas. Assim, admito, repensar, conversar com o partido e com os candidatos para ouvir deles sobre o que acham do meu retorno à disputa eleitoral".

 

Nesta segunda-feira, em coletiva de imprensa na sede do partido, em Cuiabá, a médica e professora universitária Natasha Slhessarenko oficializou seu recuou à Senatória, para favorecer o projeto nacional do PSB. Ao apontar pedido feito pelo ex-governador Geraldo Alckmin, vice de Lula, na corrida à Presidência da República, e aceitar a primeira suplência na chapa do deputado Neri Geller (PP), que, igualmente, busca o mandato, pela Federação Brasil da Esperança(PT,PV e PCdoB).

 

Admitindo à jornalista que, no entanto, ao se sentar com o deputado federal Neri Geller, não teria hesitado em perguntar ao parlamentar progressista porque teria que aceitar a primeira suplência, se por várias vezes as pesquisas de intenções de votos a colocaram em segundo lugar, atrás somente do candidato do Partido Liberal, senador Wellington Fagundes que busca a reeleição.

 

Estiveram presentes na coletiva o presidente estadual do PSB, deputado Max Russi, sua mãe, a ex-senadora e candidata a deputada federal, Serys Slhessarenko, o irmão de Natasha, Leonardo Slhessarenko e a filha Maria Eduarda Slhessarenko Barreto.

 

Além de representantes de vários coletivos feministas de Mato Grosso, dentre elas a candidata a deputada estadual Maysa Leão (Republicanos), que interveio na coletiva, ao assegurar que Natasha não estaria recuando, mas teria sido derrubada pela ‘força masculina de alguns dirigentes partidários’, mesmo que esteja em segundo lugar nas pesquisas de intenções de votos.

 

"Natasha ter que recuar de sua disputa à Senatória é uma clara demonstração do que fazem algumas lideranças partidárias, comumente, comandadas por homens, para evitar que mulheres competentes, independentes e aguerridas como ela se coloquem no pleito. Eles combatem, moem, isolam, até que ela seja extirpada da cena [...] Não foi a primeira vez, nem será a última! Mostrando que o alerta vermelho dos coronéis acendeu e, assim, decidiram apagar a luz dessa mulher que brilhou além do permitido".

 

A candidata do Republicanos ainda foi incisiva, ao questionar o presidente do PSB, em Mato Grosso, Max Russi, presente à coletiva, porque a teria defendido tantas vezes, em incontáveis matérias e vídeos, ao reafirmar a posição da legenda, de que a candidata ao Senado era um grande nome nesta disputa e teria retrocedido, agora, como se fosse esta uma opção viável.

 

Como resposta à fala de Maysa Leão, o deputado estadual e presidente do PSB, Max Russi, garantiu que foi Natasha quem recuou e que teria sido oferecido à médica outras disputas dentro do partido, nas proporcionais, seja para uma vaga na Assembleia Legislativa, ou para a Câmara Federal. Aoainda garantir que a candidatura de Natasha fortaleceria o partido.

 

Fonte: O Bom da Notícia

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