Governador de Mato Grosso pede que partido retire estado das tratativas nacionais para candidatura presidencial
O governador Otaviano Pivetta, do Republicanos, manifestou ao comando nacional da legenda o desejo de que Mato Grosso seja retirado das discussões que envolvem uma potencial aliança entre o Republicanos e o PL em favor da candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Conforme o governador, a disputa pelo controle do Palácio Paiaguás não deveria servir como moeda de troca em negociações que ultrapassam as fronteiras estaduais.
Reportagens publicadas há algumas semanas indicavam que o Republicanos estava vinculando seu apoio à campanha presidencial de Flávio Bolsonaro à renúncia do senador Wellington Fagundes, também do PL, à disputa pelo governo estadual.
Além do cenário político mato-grossense, Roraima emergia como outro ponto de discórdia nas tratativas entre as duas legendas. Nos círculos políticos, circulava a possibilidade de Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e filiada ao Republicanos, integrar a chapa presidencial como candidata à vice-presidência.
Em conversa direta com Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos e deputado federal por São Paulo, Pivetta argumentou pela exclusão de Mato Grosso das negociações em andamento.
"Há aproximadamente quinze dias tive uma conversa telefônica com nosso presidente e o desobriguei desse compromisso. Deixei claro que não havia razão alguma para ele desperdiçar esforços políticos com Mato Grosso nessas tratativas", declarou Pivetta.
Para o governador, a sucessão estadual deve ficar sob a responsabilidade exclusiva das lideranças regionais, sem qualquer influência das articulações que ocorrem no plano nacional.
"Aqui em Mato Grosso, resolvemos nossas questões de forma autônoma. Buscamos o respaldo de toda a população do estado. No âmbito nacional, eu defendo fortemente a liberação do partido", afirmou.
Apesar de ter feito esse pedido formalmente, Pivetta reconheceu que não acompanha de perto o desenrolar das negociações conduzidas pela cúpula da sigla. O governador também admitiu desconhecer se sua solicitação foi atendida e se Mato Grosso efetivamente saiu das discussões entre Republicanos e PL.
"Não tenho certeza sobre a situação de Mato Grosso nas negociações. Desconheço porque quem está à frente é o presidente nacional do partido. Não tenho informações atualizadas sobre o tema", encerrou.
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