Presidente estadual do partido questiona decisão de levar disputa eleitoral para o Tribunal Regional Eleitoral.
Conteúdo/ODOC - O presidente estadual do PL, Ananias Filho, manifestou desaprovação em relação à estratégia adotada pela candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) de recorrer à Justiça Eleitoral para resolver a controvérsia sobre a distribuição de tempo de propaganda em rádio e televisão com José Medeiros (PL). Na avaliação do dirigente, a questão deveria ter permanecido no âmbito das negociações entre as legendas que compõem a coligação.
"Observei com decepção. Imaginava que conseguiríamos conversar e definir internamente, razão pela qual participei ativamente de todos os encontros", declarou Ananias. O conflito gira em torno de 1 minuto e 51 segundos de tempo eleitoral destinado à chapa para o Senado. Janaína contestou a forma como o tempo foi repartido e argumentou pela necessidade de distribuição equilibrada entre as duas candidaturas.
De acordo com Ananias, a divisão realizada levou em consideração o tempo correspondente a cada agremiação. Conforme sua explicação, Janaína recebeu o período referente ao MDB, além de inserções cedidas pelo PRD e Solidariedade. O presidente da sigla ressaltou que o PL e Medeiros renunciaram a parcela do tempo compartilhado em benefício da candidata. "Os vinte segundos que era do acervo comum, que seriam dez para Medeiros e dez para ela, nós abrimos mão integralmente em seu favor", afirmou.
Janaína apresentou reclamação ao Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) solicitando medida de urgência para assegurar a posse de 50% do horário eleitoral destinado aos candidatos ao Senado. A magistrada auxiliar responsável pela propaganda eleitoral, Glenda Moreira Borges, rejeitou a solicitação ao argumentar que a legislação em vigor não estabelece claramente a obrigatoriedade de divisão eqüitativa do tempo entre postulantes ao mesmo cargo eletivo.
Na perspectiva de Ananias, levar o desacordo até a instância judicial transforma uma contenda interna que poderia ter tido resolução política. "Essa rivalidade entre os dois não trará vencedores, é um conflito que não gera vitória para ninguém", finalizou.
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