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O Encontro Cultural do Divino Espírito Santo marca o lançamento oficial das Festividades do Senhor Divino, que culminarão com a celebração de Pentecostes, no dia 24 de maio de 2026.
Pentecostes é uma das solenidades mais importantes do calendário cristão, celebrada cinquenta dias após a Páscoa, recordando a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos e Maria Santíssima. Esse acontecimento representa o nascimento da Igreja e a continuidade da missão de Cristo, sendo, portanto, uma festa de fé, renovação espiritual e unidade do povo de Deus.
Em Cuiabá, a Festa do Senhor Divino é reconhecida como expressão máxima da cultura e da religiosidade popular, tradição que atravessa quase dois séculos de existência ininterrupta. Sua longevidade e força simbólica a consagram como um patrimônio público, histórico e cultural da capital mato-grossense, cuja preservação é dever de toda a comunidade.
A festividade do Senhor Divino envolve uma ampla e rica programação, que se estende ao longo de vários meses e mobiliza fiéis, voluntários e artistas locais. Entre suas ações destacam-se:
As novenas mensais e orações comunitárias, que fortalecem a espiritualidade dos devotos;
O Bazar e o Prato do Divino, expressões da solidariedade e da economia criativa local;
As esmolas pelas ruas da cidade, tradição que mantém viva a cultura de partilha e fé popular;
As missas, novenas, bailes e apresentações culturais, que reúnem famílias e visitantes;
E as manifestações gastronômicas e artísticas, que unem gerações em torno da devoção ao Espírito Santo.
Nesse contexto, o Encontro Cultural do Divino Espírito Santo inaugura o ciclo das festividades, promovendo integração comunitária, valorização da cultura popular e fortalecimento dos laços espirituais que unem o povo cuiabano.
Mais do que um simples evento, trata-se de uma celebração da identidade, da fé e da memória coletiva de Cuiabá. Sua realização reafirma o compromisso da comunidade com a preservação do patrimônio imaterial que constitui a Festa do Senhor Divino, garantindo sua continuidade como herança viva de fé, arte e tradição para as futuras gerações.
Nayara Takahara | Ager-MT
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