No Sem Moage
RBMT
Deputado estadual eleito, Júlio Campos, criticou a falta de estruturação do União Brasil de Mato Grosso ao comentar sobre as articulações para a fusão da legenda com o Partido Progressista (PP).
O ex-governador foi entrevistado pelo podcast Sem Moage e comentou sobre os acontecimentos políticos. Na edição desta terça-feira (27), o programa que é apresentado por Leonardo De Oliveira e Márcio Eça também contou com a participação do jornalista Max Aguiar.
Durante a entrevista, o ex-senador enfatizou que o partido existe apenas por meio de uma Comissão Provisória e que ainda não foi estruturado em Mato Grosso.
“O União Brasil existe a nível nacional, mas a nível de Estado nós temos apenas uma Comissão Provisória que comandou as eleições estaduais de 2022 e extingue agora em dezembro. Até hoje nós não temos partido nos municípios”, disse.
Criado há um ano, o União Brasil é fruto da fusão do Democratas (DEM) com o Partido Social Liberal (PSL). Contudo, apesar da agremiação ter nascido recentemente, as conversas para a composição entre União e PP avançam nos bastidores.
A ideia é de que a nova sigla tenha cerca de 120 deputados – ou seja, provavelmente a maior bancada da Casa. Hoje, a liderança do ranking está com o PL, que tem 77 deputados. Com isso, quanto maior é o tamanho de um partido, maior é sua força política e financeira.
Júlio, por sua vez, rechaça a ideia. “Falar agora em nova fusão, se nem organizamos o União Brasil? Vamos fazer uma fusão com o PP a troco de fazer bancada forte em Brasília? Isso cheira negociata de parlamentares que querem pressionar o futuro presidente, seja ele quem for”, finalizou.
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