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Operação Insídia: PC prende professora e policial penal por facilitar entrada de celulares em presídio de Várzea Grande

Polícia Civil deflagra operação contra esquema de corrupção que movimentou mais de R$ 40 mil em valores ilícitos

Operação Insídia: PC prende professora e policial penal por facilitar entrada de celulares em presídio de Várzea Grande

A Polícia Civil de Mato Grosso desencadeou na manhã de quarta-feira a Operação Insídia, direcionada ao desmantelamento de uma rede de corrupção envolvendo funcionários estatais acusados de possibilitar o ingresso ilícito de dispositivos móveis e demais objetos proibidos para membros de organização criminosa no sistema penitenciário. Na ação, foram executados dois mandados de captura contra um servidor do sistema prisional e uma profissional de educação.

A operação contempla oito decisões judiciais cumpridas em Cuiabá, incluindo dois mandados de prisão em caráter preventivo, duas ordens de busca e investigação domiciliar, dois bloqueios de recursos financeiros e duas determinações de afastamento provisório dos cargos públicos, todos emitidos pelo setor de Justiça 4.0 do tribunal local.

O trabalho investigativo, coordenado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), concentra esforços contra um servidor efetivo da administração penitenciária e uma docente vinculada à Secretaria de Estado de Educação que atuava no Centro de Ressocialização de Várzea Grande.

Os investigados enfrentam acusações de corrupção permanente, facilitação de comunicações telefônicas clandestinas em prisões e integração em associação ilícita. Suas atividades mantinham conexão com operações logísticas de uma organização criminosa estruturada.

A Corregedoria da Secretaria de Justiça acompanha integralmente o cumprimento das medidas judiciais.

Origem das investigações

O processo investigatório iniciou-se em junho de 2025, derivado da análise de bens e valores apreendidos que revelaram transferências bancárias Pix direcionadas à servidora educacional, originadas de internos ou seus visitantes autorizados.

As evidências convergem com relato anônimo que denunciava o envolvimento de ambos na passagem irregular de aparelhos de comunicação e produtos ilícitos mediante compensação financeira não autorizada.

Fluxo de recursos financeiros

As apurações identificaram movimentações monetárias desproporcionais à remuneração funcional dos indivíduos sob investigação.

O agente penitenciário recebia entre sete mil e dez mil reais para cada dispositivo móvel introduzido para membros da organização. Em determinado período, utilizou conta bancária de familiar próxima como estratégia para mascarar a origem dos depósitos.

Mecanismo de introdução de itens proibidos

Segundo as conclusões, a professora aproveitava sua autorização de circulação dentro da instituição para permitir o acesso clandestino de telefones celulares e materiais diversos para a facção criminosa, enquanto o policial usava suas atribuições funcionais com idêntico propósito.

O acesso facilitado pela posição hierárquica constituiu fator determinante na execução das infrações penais.

Determinações judiciais aplicadas

Com base nas evidências coletadas, o judiciário concedeu as ordens solicitadas pelos investigadores. Para além das prisões provisórias, foi decretado o impedimento temporário do exercício profissional de ambos os servidores enquanto persistirem as investigações.

Os procedimentos de busca objetivo localizar e confiscar evidências adicionais que potencializem o avanço apurativo.

Determinou-se ainda o congelamento de ativos no montante de quatorze mil e seiscentos reais para a docente e vinte e cinco mil e quinhentos reais para o servidor penitenciário.

Significado da Operação Insídia

O termo insídia refere-se ao comportamento desleal, à ruptura de confiança. A nomenclatura reflete as condutas investigadas, nas quais funcionários públicos são suspeitos de violação dos deveres funcionais, desrespeito à confiança social e ao patrimônio estatal, abusando das competências para intermediar práticas criminosas dentro da unidade de detenção.

Os trabalhos investigativos prosseguem visando identificar demais potenciais participantes e mapear completamente a arquitetura da organização criminosa envolvida.

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