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Vereador de Cuiabá enfrenta processo de cassação por incitar demissão de trabalhadores por orientação política

Rafael Ranalli é denunciado por quebra de decoro parlamentar após declarações polêmicas sobre contratação de funcionários

Vereador de Cuiabá enfrenta processo de cassação por incitar demissão de trabalhadores por orientação política

Denúncia por conduta irregular

O vereador Rafael Ranalli, filiado ao PL, tornou-se alvo de uma representação que solicita a perda de seu mandato junto à Câmara Municipal de Cuiabá. A acusação, protocolada pelo suplente de deputado federal Leonardo Rondon do PT, fundamenta-se em supostas violações dos códigos de conduta parlamentar, tendo como base declarações que incentivariam a discriminação no ambiente laboral.

Alegações de perseguição ideológica

De acordo com a denúncia formal, Ranalli teria proferido expressões que estimulariam empresários a demitir ou se absterem de contratar profissionais conforme suas convicções políticas. Entre as falas mencionadas estão: "Fez o L, fica sem emprego" e "Se o cara quiser mandar embora o petista, ele manda. Vai viver de Bolsa Família". Rondon argumenta que essas manifestações configuram assédio eleitoral e perseguição motivada por posicionamento ideológico dentro do espaço corporativo.

Fundamentação legal da denúncia

O processo aponta violações a múltiplas normas legais, incluindo os artigos 300 e 301 do Código Eleitoral, que tratam de coação e constrangimento de cidadãos, bem como o artigo 198 do Código Penal, relativo ao impedimento da liberdade profissional. Também invoca a Lei nº 9.029/1995, legislação que veda discriminação na admissão e permanência de colaboradores, além de dispositivos regimentais municipais acerca da ética parlamentar.

Próximos passos do processo

Rondon requer que a representação seja encaminhada à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar para instauração de procedimento investigativo formal. Solicitou, ainda, que o plenário da Câmara delibere acerca da possível cassação do mandato. O documento também prevê o compartilhamento de informações com o Ministério Público Eleitoral, Ministério Público do Trabalho, Polícia Federal e empregador de Ranalli para análise de possíveis desdobramentos legais.

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