Quem diria que o prefeito Abílio Brunini, que subiu no palco da política mato-grossense fiscalizando fio por fio de soro vencido nas UPAs, agora estaria do outro lado do balcão? Pois é. O roteiro mudou: o fiscal virou fiscalizado — e, olha, os vereadores estão fazendo questão de lembrar isso a cada sessão, coletiva e vídeo publicado nas redes sociais.
Críticas vindas de todos os lados
Abílio, que ganhou notoriedade escancarando os problemas da saúde pública em gestões anteriores, agora prova do próprio remédio — e, pelo visto, o sabor é amargo. O mais curioso? Boa parte das críticas vêm não apenas da oposição, mas de vereadores ditos “independentes”, que nos bastidores andam dizendo: "Se a saúde era prioridade, esqueceram de avisar pra secretária.”
As imagens falam por si: filas imensas, espera de horas, farmácias fechadas, falta de medicamentos, raio-x quebrado e pacientes de olhos arregalados — de susto e não de exame oftalmológico. Vereadores vêm realizando fiscalizações in loco, gravando vídeos e pedindo a cabeça da secretária de Saúde, que, segundo alguns, "está mais perdida que seringa sem agulha"
Quem fiscaliza o fiscalizador?
Durante sua passagem pela Câmara, Abílio ganhou fama justamente pela fiscalização incansável — muitas vezes exagerada, segundo colegas da época. Agora, sentado na cadeira de prefeito, ele encara a ironia do destino: é alvo do mesmo tipo de fiscalização que usava como trampolim político. E a bancada não está poupando: é uma blitz legislativa quase diária.
Nos corredores da Câmara, já tem vereador dizendo que o prefeito “está reagindo como seu antecessor”, se esquivando das críticas e batendo de frente com quem ousa apontar falhas. Spoiler de quem acompanhou a última gestão: esse filme não teve final feliz.
A resistência do prefeito e o desgaste político
Apesar da pressão, Abílio tem mantido a secretária no cargo com unhas, dentes e, aparentemente, um contrato de fidelidade. Enquanto isso, o desgaste político só aumenta. O tom do prefeito com os vereadores críticos também se elevou — e há quem diga que ele está mais para gladiador do que gestor.
Mas no meio da batalha verbal, quem sofre mesmo é a população: gente simples, que só quer ser atendida com dignidade, sem precisar acampar na fila ou fazer vaquinha pra comprar dipirona.
Hora de reorganizar a tropa
Se antes Abílio surfava na onda da fiscalização e da indignação popular, agora enfrenta o lado amargo da governabilidade. É chegada a hora de recalibrar o discurso, baixar o tom do confronto com o Legislativo e, principalmente, fazer a saúde sair da UTI administrativa em que se encontra.
Porque, como já dizia um velho vereador: “gestão não se faz com grito, se faz com solução.”
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